Forídeos! E agora, o que fazer?

 Esses pequenos mosquitos são um problema para grande maioria do meliponicultores.

 


Pseudohypocera kerteszi- Principal inimigo das abelhas nativas na Amazônia, no Nordeste e no Sul do Brasil.
Megaselia scalaris- Maranhão

 

 

 

 

 

O forideo P. kerteszi é uma praga que ataca principalmente as crias de abelhas sociais. As conseqüências do ataque vão desde o enfraquecimento até o extermínio total da colônia de abelhas. O objetivo deste trabalho foi a criação de uma metodologia que permita a erradicação deste parasita quando estiver atacando colônias de abelhas melipona. Três colônias de M. quadrifasciata parasitadas com o forídeo foram tratadas com solução de mel de meliponídeos ou vinagre associada ao veneno de mosca oktrine. Um frasco contendo essa solução foi colocado entre o ninho e a lixeira em colmeias do modelo Uberlândia. Uma tela de malha que não permitisse a passagem das abelhas foi colocada entre o ninho e a lixeira. Por um período de três a sete dias foram encontrados forídeos mortos dentro ou próximo à solução.

 

 

Os forídeos são insetos que pertencem à ordem dos dipteros. Há diversos gêneros de forídeos que podem freqüentar as colônias de Meliponíneos e Apis melífera: Pseudohypocera, Aphiochaeta, Melittophora e Melanoncha. São pequenas mosquinhas que andam muito rápido.
Os forídeos adultos de nada prejudicam as colméias, porém suas larvas alimentam-se principalmente nos potes ou células de pólen, e após consumi-los passam aos potes ou favos de mel, simultaneamente penetrando nas células de cria para alimentar-se das larvas, pupas e do pólen apodrecendo os favos.

A palavra forídeo vem do grego “fóridas” que significa ladrão.

Essa praga pode facilmente acabar com um enxame se for ignorada sua presença ou ainda mesmo por falta de cuidados.

Existem técnicas para combate dessa praga.uma delas esta disposta abaixo.

Siga as instruções abaixo:

1) Deixar o local limpo onde está o enxame ( restos de frutas jogadas pelo chão atraem os forideos );
2) Local muito sombreado, tente colocar as abelhas em um local onde possam tomar sol também;
3) Quanto à caixa infestada:
3.1) Abra a caixa e retire todo e qualquer alimento artificial que você tenha colocado lá dentro;
3.2) Se por acaso existirem muito forideos entre os involucros, retire o ninho totalmente pra fora da caixa e na medida
do possível deixe apenas os disos de cria totalmente visiveis, a partir dai faça a inspeção. Dependendo da
gravidade, será necessário desgrudar disco por disco e ver se entre eles não tem larvas, se tiver tentar limpar e
salvar os discos. Depois de limpos, devolver os discos e entre um e outro colocar as bolotinhas de cera para dar
espaço para que as abelhas possam trabalhar entre eles.
4) Se o procedimento foi feito ( do item 3 ), procure devolver os discos dentro de uma outra caixa nova, totalment limpa;
5) Coloque a caixa já recuperada em outro local longe desse original, preferencialmente tomando sol logo pela manhã.
6) Depois de um dia, procure fornecer alimento dentro da caixa.
7) Faça acompanhamento diário.

Essa técnica foi retirada de um e-mail de Lúcio Pivoto

Meliponario Pivoto

http://www.meliponariopivoto.webs.com/

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